Postagens

Os três grandes roubos de Camaleão vem aí!

Em breve o leitor poderá novamente se aventurar por Arcaires no segundo livro da Saga das eras esquecidas e descobrir como se desenvolveram as habilidades do Mestre dos Disfarces, o famoso ladino, e o que ele fez para que sua fama se espalhasse por essa terra mágica. Muito ele viveu e sofreu e muito aprendeu. Além disso, a história revelará como a jornada de Camaleão o conduziu ao envolvimento com Urón Targueshi e como se desenrolou a primeira guerra contra esse Mago das Trevas no continente Impéria. O livro II está no forno! Aguardem... A aventura nunca acaba!

A maldição de Arbon. Parte 21

XXIV. Depois de ajudarem a limpar tudo e a enterrar os corpos, os elfos assistiram à cerimônia de posse de Ari como novo sacerdote-chefe. Ele assumiu com a promessa de rever os costumes e de acabar com os sacrifícios humanos em homenagem aos Kamms. Nomeou Lissa como sua conselheira e prestou uma homenagem ao menino Kim. Nada foi dito sobre Nélius. Ao raiar do terceiro dia, Macus e Irkan recolheram suas coisas e se aprontaram para partir. Despediram-se do novo sacerdote-chefe Ari e Lissa os acompanhou por uma parte do caminho pela Floresta das Feras relutando em dizer adeus. — Vejo que é chegado o momento... — disse a meio-elfa quando os dois se detiveram e puseram-se a olhá-la. — Posso ter alguma esperança de vê-los novamente, nobres senhores? — É pouco provável que isso aconteça, Lissa. — respondeu Irkan — Mas guarde a lembrança e nós faremos o mesmo. — Volte, Lissa. — disse Macus simplesmente — E mantenha-se atenta. Desconfie sempre, todavia nunca perca a esperança. Os ...

A maldição de Arbon. Parte 20

XXIII. Macus e Irkan, juntamente com Ari, aproximaram-se das crianças. Ari tomou o corpo de Kim dos braços de Lissa e constatou sua morte. A menina chorava desconsolada. Já não era mais sentida qualquer friagem no tempo nem se avistava qualquer névoa prateada. — Ele morreu por minha causa. — disse Lissa quando enfim conseguiu falar — Ambos. — acrescentou soluçando. — Ambos fizeram escolhas, Lissa. — disse Irkan abaixando-se ao lado dela e erguendo sua face com um toque suave para que pudesse olhá-lo — Podemos escolher tudo, exceto as consequências de nossos atos. O menino escolheu protegê-la, foi um ato de amor. O sacerdote agiu consciente de seus erros ou cegado pela fé desvairada, de todo modo, causou o mal e isso foi sua ruína. Não se culpe. Ou, se preferir, culpe-se, mas tire disso uma lição positiva e esqueça logo. Não viva com esse peso sobre seus ombros. Dizendo isso, o elfo se afastou, chamando Ari a acompanhá-lo. Macus abaixou-se e ajudou Lissa a se erguer, então a a...

A maldição de Arbon. Parte 19

XXII. O esforço da menina era em vão, pois o pequeno Kim já se fora. Ari, perplexo, e de repente desperto de sua inércia, pôs-se entre Lissa e Nélius ao ver que o sacerdote não contivera seu instinto assassino diante da queda do pequeno e partia para recuperar seu punhal. Nélius tinha o rosto monstruoso que parecia ter perdido toda a humanidade, mas Ari o encarou com determinação, embora estivesse desarmado. Nesse momento, Macus sentiu-se liberto da rigidez que o prendia e, chamando pelo sacerdote-chefe ao mesmo tempo em que sacava sua espada, partiu contra ele. O sacerdote se voltou para o elfo, saltou para longe ganhando distância e começou a falar em uma forma antiga da língua Comum, a qual o outro não compreendia. — Cuidado, Macus! — gritou Irkan que, por sua vez, pôs-se a falar rapidamente em Élfico. Macus não teve tempo de conter seu ataque que já estava a caminho e sua arma chocou-se contra uma invisível barreira protetora diante do sacerdote. O ricochete derrubou a espa...

A maldição de Arbon. Parte 18

XXI. Com um grito, Lissa despertou de seu aparente torpor e viu-se frente a frente com o líder do culto. Ele recolheu a mão que estendera em sua direção e, prudente, aguardou. Uma gélida onda de frio estava entre eles e o ar parecia oferecer resistência até mesmo à respiração, mas o sacerdote não parecia afetado. — Está pronta, Lissa? — disse tenebrosa a voz de Nélius, como se saísse das profundezas de um poço. — Para... para quê, senhor? — gaguejou ela e de sua boca saiu uma névoa fina. — Não há porquê delongar-nos mais nessa questão. — respondeu Nélius — Você pensa que foi escolhida pelos Kamms, eu compreendo. Estes elfos a manipularam e estão fazendo com que sua mente se nuble e abandone os princípios de nossa fé. Você foi de fato escolhida pelos Kamms desde seu nascimento para que cumprisse seus princípios e protegesse o seu povo, oferecendo sua vida quando eles a requisitassem. Ou já se esqueceu de seu juramento? Seus pais se orgulharam de entregá-la. Imagine a vergonha ...

A maldição de Arbon. Parte 17

XX. Ari entrou pela porta da sala de estudos acompanhado por um homem mais velho e elegante. Ele usava uma túnica de seda branca e se envolvia em uma capa de veludo esverdeado. Possuía anéis dourados nos dedos e correntes prateadas ao pescoço. O cabelo era grisalho e bem aparado, o semblante, duro. Com olhos pesados, fitou Lissa demoradamente ao entrar e, então, demorou o olhar também primeiro em Irkan e depois em Macus. Ari parou ao lado dele e disse à Lissa: — O sacerdote Nélius está aqui para ouvi-la. Diga a ele apenas a verdade. — advertiu com uma ligeira ameaça na voz. — Bom... — falou Lissa — Não sei o que o sacerdote Ari já lhe contou, senhor chefe Nélius, então não sei por onde começar... — Comece por esclarecer suas ações na praia. — disse o homem em tom seco. — Naquela noite, — começou a menina escolhendo as palavras — houve um ataque durante o ritual e todas as pessoas se dispersaram porque ficaram com medo. Inclusive o sacerdote Tífan desapareceu. — Não comece...

A maldição de Arbon. Parte 16

XIX. Passando pelo pomar, fizeram, silenciosos, o caminho rumo ao mosteiro. A madrugada fria ia chegando ao fim quando pararam diante do grande portão de ferro que encerrava a muralha circular. Ari se adiantou e, tocando a aldrava, mostrou o próprio rosto diante de uma pequena janela que se abria no portão à meia altura. — Abra. — disse simplesmente quando um guarda abriu a boca confuso para interpelá-lo. O portão rangeu e Ari passou pela abertura. O guarda encarou também a criança com estranheza e fez menção de barrar os demais, mas, a um olhar do sacerdote, ele liberou o caminho. — Devemos avisar o sacerdote-chefe? — perguntou o sujeito inseguro. — Eu mesmo o farei. — respondeu Ari e foi andando. Cruzaram um pátio e os jardins. Por ali havia algumas estátuas que representavam os Kamms da mesma forma que no templo. Macus identificou algumas que já vira antes, outras lhe pareciam inéditas. Não era a estação das flores e o jardim tinha apenas folhagens, todas bem cuidadas....