Pactos. Entre justos e pecadores. Parte 5
XXI. Quando Aiorius e Espartakus deixaram o Templo do Único, dois dias depois, o jovem homem não ouvia, nem falava, nem enxergava. Conforme sentenciado, ele fora envolvido pela magia de Dúkar, uma névoa densa e brilhante, que lentamente retirara seus sentidos um a um. A sacerdotisa nada fizera para impedir seu castigo, tampouco o clérigo Aiorius, de Teles. E todos os demais membros do Conselho assistiram ao seu tormento sem nada dizer. Espartakus também nada disse; não se lamentou nem resistiu. Escolheu confiar na palavra do clérigo de Teles, que agora descia as montanhas com ele rumo a Lakar. E embora não pudesse vê-lo ou ouvi-lo, ele sentia-o e algo em seu íntimo lhe assegurava de que ainda estaria com ele por algum tempo. Para surpresa de Aiorius, três dias depois, um guerreiro utilizando uma armadura aproximou-se deles. O sujeito vestia uma cota de malha que lhe cobria até os punhos e caía abaixo da cintura. Usava um elmo metálico que lhe tampava todo o rosto. Uma calça de c...