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Mostrando postagens com o rótulo literatura; crônica; conto; fantasia medieval; aventura; espada e feitiçaria; RPG

Pactos. Entre justos e pecadores. Parte 5

XXI. Quando Aiorius e Espartakus deixaram o Templo do Único, dois dias depois, o jovem homem não ouvia, nem falava, nem enxergava. Conforme sentenciado, ele fora envolvido pela magia de Dúkar, uma névoa densa e brilhante, que lentamente retirara seus sentidos um a um. A sacerdotisa nada fizera para impedir seu castigo, tampouco o clérigo Aiorius, de Teles. E todos os demais membros do Conselho assistiram ao seu tormento sem nada dizer. Espartakus também nada disse; não se lamentou nem resistiu. Escolheu confiar na palavra do clérigo de Teles, que agora descia as montanhas com ele rumo a Lakar. E embora não pudesse vê-lo ou ouvi-lo, ele sentia-o e algo em seu íntimo lhe assegurava de que ainda estaria com ele por algum tempo. Para surpresa de Aiorius, três dias depois, um guerreiro utilizando uma armadura aproximou-se deles. O sujeito vestia uma cota de malha que lhe cobria até os punhos e caía abaixo da cintura. Usava um elmo metálico que lhe tampava todo o rosto. Uma calça de c...

Pactos. Entre justos e pecadores. Parte 4

XX. O tempo passou, não tendo Espartakus podido calculá-lo, afinal não chegava qualquer raio de sol até aquele abismo sombrio e ele estava muito ansioso e preocupado com seus problemas. De repente, abriram a porta e o chamaram. Conduziram-no até a sala do Conselho, no primeiro andar, na parte frontal da torre. Era um saguão amplo, iluminado por tochas e pela luz do sol. Ali tudo era sóbrio, desde os móveis escuros até a cor das paredes. Não havia decoração além das tochas e castiçais. Cada um dos presentes se sentava diante de uma espécie de púlpito, todos voltados para o mesmo lado, à exceção de um. Este estava à frente de todos e, diante dele, Dúkar se sentava. Agora o chefe se cobria por um aveludado manto escarlate, além de adornar-se com novas joias brilhantes. À esquerda do púlpito principal, havia uma cadeira em um local de piso ligeiramente rebaixado, diante da qual se erguia uma pequena cerca de madeira, à guisa de parapeito. Espartakus foi mandado a este assento e a se...

Pactos. Entre justos e pecadores. Parte 3

XIII. Após demorar-se o suficiente diante do portão como se tivesse alguma esperança ou se, resignado, estivesse fazendo suas preces para partir, espiou a região e tomou o caminho de volta, rumo ao sul. Descendo pelo campo gramado, afastou-se o suficiente, sem se voltar. Quando já estava longe o bastante, interrompeu a marcha e olhou para trás. Analisou cuidadosamente a possível vigilância do Templo e tomou um caminho tortuoso pela direita, subindo o morro de volta. Alcançou a muralha pela lateral, longe do portão de entrada, e seguiu acompanhando sua borda em direção a um ponto mais ao norte. Ali parou e olhou para cima. Havia mais de sete metros entre o chão e o topo do muro, e Espartakus calculava suas chances de chegar até o alto com um pedaço de cipó que levava na sacola de viagem. Ele improvisou a fixação de um gancho à ponta do cipó e, mirando cuidadosamente, atirou-o para o alto, prendendo-o à parte superior da muralha. Testou a firmeza da corda e a capacidade de suportar ...